Lição 07 · Discipulado 1
As duas ordenanças que Jesus deixou para a sua Igreja, o que cada uma significa e como participar delas.
O batismo nas águas é uma ordenança instituída pelo próprio Jesus Cristo.
É um ato público de fé em que o crente declara a sua morte para o pecado e a sua ressurreição para uma vida nova em Cristo.
Praticamos o batismo por imersão — a pessoa é mergulhada completamente na água — porque é isso que ilustra a morte, o sepultamento e a ressurreição que a Bíblia descreve. Aspergir não conta essa história.
São três movimentos, e cada um conta uma parte: descer às águas, ficar submerso, e subir.
O batismo é para quem já tomou a decisão consciente de seguir a Jesus Cristo. Na Bíblia, o padrão é sempre o mesmo: primeiro a fé, depois o batismo.
Repare na ordem: arrepender-se vem antes. Nunca o contrário.
O batismo não salva. Ele é o testemunho público de uma salvação que já aconteceu no coração. Se o batismo salvasse, o ladrão que morreu ao lado de Jesus estaria perdido — e Jesus lhe disse exatamente o contrário.
Por isso cremos no batismo de pessoas que já confessaram a sua fé em Jesus, e não no batismo de crianças que ainda não têm capacidade de decidir.
O batismo tem três significados principais.
É confissão de fé. Você está declarando publicamente que Jesus é o seu Senhor, diante de testemunhas.
É identificação com Cristo. Você está se identificando com a morte e a ressurreição de Jesus — o que aconteceu com Ele passa a valer por você.
É entrada na família de Deus. Você está sendo publicamente reconhecido como membro do corpo de Cristo e da sua Igreja local.
Pense na aliança de casamento: não é ela que faz o casamento, mas quem é casado não a esconde. O batismo é assim — não é ele que salva, mas quem foi salvo não esconde.
A Santa Ceia é a outra ordenança instituída por Jesus, na última noite antes da sua crucificação. E, diferente do batismo, ela se repete a vida toda.
É a celebração em que os crentes partem o pão — que representa o corpo de Cristo — e bebem o cálice, que representa o sangue derramado para a remissão dos nossos pecados. São memória, e foi o próprio Jesus quem disse a palavra: “façam isto em memória de mim” (Lucas 22.19).
Cada ceia olha para trás e para a frente ao mesmo tempo: anuncia o que já aconteceu na cruz, e tem prazo marcado — até que ele venha.
A Santa Ceia deve ser participada com reverência e autoexame. Paulo instrui a igreja a examinar a si mesma antes de participar, para não comer e beber de forma indigna.
Entenda bem o que isso é e o que não é. Não é uma peneira para afastar quem errou durante a semana — se fosse, ninguém participaria. É para que ninguém participe por costume, sem pensar no que está fazendo.
Examinar-se costuma significar duas coisas práticas: acertar o que está torto com Deus, e acertar o que está torto com um irmão. Se houver alguém com quem você precisa conversar, a hora é antes da mesa.
É um momento de lembrança, de gratidão e de expectativa pela volta de Jesus. Aqui na nossa igreja, como é costume entre os assembleianos, a Santa Ceia é celebrada no primeiro domingo de cada mês.
Se você já decidiu, marque a data esta semana.
Se ainda tem dúvida, não fique calado: diga ao seu líder qual é a dúvida. Quase sempre ela tem resposta e está atrapalhando à toa.
E, se houver um irmão com quem você precisa acertar alguma coisa, procure-o antes do próximo primeiro domingo.
Que o batismo não salva, e que mesmo assim não é opcional. Os dois lados precisam sair firmes. Quem sai achando que o batismo salva deposita a segurança no lugar errado; quem sai achando que é detalhe adia a vida inteira.
Você já pensou em ser batizado? O que te segura?
Com quem foi batizado quando criança e precisa entender por que aquilo não foi o batismo bíblico. Trate sem ironia com a tradição da família dele — quase sempre foi um gesto sincero dos pais.
Com quem tem medo da reação de casa. Esse medo é real e concreto: não o trate como falta de fé. Ofereça-se para conversar com a família junto com ele.
No Tópico 5, com quem carrega culpa e conclui que não pode participar da ceia. Corrija na hora: autoexame não é sentença, é preparo.
O discípulo sabe dizer por que se batiza e o que o batismo representa — e tem data marcada, ou uma dúvida específica que você já conhece.
Se houver na turma alguém batizado na infância, converse antes, em particular. Descobrir isso no meio do grupo constrange e fecha a pessoa.