Lição 02 · Discipulado 1
Quem é aquele que você recebeu, o que Ele ensinou, e o que Ele espera de quem o segue.
Jesus Cristo é a figura central da fé cristã. Ele é o Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade — e foi o próprio Pai quem o declarou, no dia do batismo de Jesus:
Ele veio ao mundo para revelar o amor de Deus à humanidade e para oferecer a salvação através da sua vida, da sua morte e da sua ressurreição. É o Messias prometido no Antigo Testamento, o Salvador do mundo — e quem o reconheceu assim não foram apenas os seus discípulos:
Repare no que mudou a fé daquela gente: eles ouviram por si mesmos. Fé emprestada não sustenta ninguém.
Ele é o Verbo que se fez carne — a própria manifestação da vontade de Deus entre os homens.
Uma das verdades mais importantes sobre Jesus é que Ele é ao mesmo tempo plenamente Deus e plenamente homem. Não meio a meio: inteiro dos dois lados.
Ele nasceu como ser humano, viveu entre nós, sentiu as mesmas emoções, passou pelas mesmas dificuldades e foi tentado em tudo como nós.
A diferença está nas três últimas palavras: mas sem pecado. É isso que o torna capaz de duas coisas ao mesmo tempo — entender você por dentro, porque passou pelo mesmo, e pagar por você, porque não tinha dívida própria. Quem deve não quita a conta de ninguém.
E, ao mesmo tempo, Ele é Deus: o Criador de todas as coisas, com todos os atributos divinos. Deus se fez carne, habitou entre nós e demonstrou o seu amor e a sua misericórdia pela humanidade.
A Bíblia ensina com todas as letras que a salvação vem somente através de Jesus Cristo.
Repare que Ele não disse que mostra o caminho, nem que ensina a verdade. Disse que é. Nenhum outro homem teria o direito de dizer essa frase.
Jesus pagou o preço dos nossos pecados na cruz, oferecendo a si mesmo como sacrifício perfeito e único — uma vez por todas, sem precisar repetir (Hebreus 9.26-28). Só Ele é capaz de salvar o homem.
Os ensinos de Jesus são o fundamento do Evangelho. Ele pregava sobre o Reino de Deus — um reino espiritual, que não é deste mundo, mas que se manifesta na vida de quem crê nele.
Repare na ordem: em primeiro lugar. Jesus não pediu o que sobrar do seu tempo, do seu dinheiro e da sua atenção. Pediu o primeiro lugar — e prometeu cuidar do resto.
Um dos maiores discursos de Jesus está nos capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus: o Sermão da Montanha. Ali Ele fala de bem-aventuranças, oração, amor, perdão, humildade e justiça. São três capítulos, e valem a leitura inteira.
Jesus contou também mais de quarenta parábolas — histórias simples, tiradas do dia a dia de quem o ouvia, que ensinam verdades espirituais de forma direta e inesquecível. Ele ensinava com lavoura, moeda perdida, filho que volta para casa.
Jesus escolheu doze discípulos, e repare na ordem das duas coisas que o versículo diz: primeiro para estarem com ele, depois para os enviar. A convivência veio antes da tarefa. É assim até hoje.
Ele os preparou para continuarem a sua obra e deixou-lhes a missão:
No início foram doze. Esse número se multiplicou, geração após geração, até que o evangelho chegou a esta cidade, a esta igreja e a você. Alguém precisou contar para alguém, ininterruptamente, por dois mil anos.
E discípulo significa aprendiz. Cada cristão é um discípulo de Jesus — não existe cristão formado, que já terminou de aprender.
Um capítulo por dia, em três dias da semana. É o maior discurso de Jesus e a melhor porta de entrada para os ensinos dele.
Anote um versículo que te incomodou. Incomodou mesmo — não o mais bonito.
No próximo encontro você vai dizer qual foi e por quê.
Que Jesus é Deus, e não um homem que Deus promoveu. É a diferença entre admirar Jesus e adorá-lo — e quase todo mundo chega admirando.
Não pule essa pergunta. Se a primeira tarefa não for cobrada, o discípulo aprende na segunda semana que tarefa é opcional, e as outras seis morrem junto.
Na divindade de Cristo, principalmente com quem vem de tradição que respeita Jesus como profeta ou como grande homem. Não confronte de frente e não transforme em debate: volte a João 1.1 e a Mateus 3.17 e deixe os textos falarem. Convencer é trabalho do Espírito Santo, não seu.
No Tópico 3, com quem tem parente de outra religião. A pergunta “todos os caminhos levam a Deus” quase sempre tem rosto e nome por trás. Trate com cuidado: firmeza na doutrina, ternura com a pessoa.
O discípulo consegue explicar por que só Deus podia pagar pelo pecado. Se ainda responde “porque Jesus era muito bom”, a lição não pegou.
No Tópico 4, peça que citem parábolas que já conhecem antes de você falar. Quase sempre aparecem quatro ou cinco, e o grupo descobre que já sabe mais do que imaginava.