Lição 05 · Discipulado 1
Os cinco hábitos que sustentam uma vida cristã ao longo dos anos.
Um dos hábitos mais importantes da vida cristã é a leitura regular da Bíblia. A Palavra de Deus é o alimento espiritual da alma e nos guia no caminho.
Reserve um tempo todos os dias para ler e meditar na Palavra, permitindo que ela transforme a sua mente e fortaleça a sua fé.
Mesmo começando com poucos versículos por dia, a consistência é o que importa. Você não come uma vez por mês e passa bem o resto do tempo: a fome volta todo dia, e a da alma também.
A oração é a comunicação direta com Deus. É por ela que fortalecemos o nosso relacionamento com Ele, apresentamos as nossas necessidades, agradecemos pelas bênçãos recebidas e buscamos a sua orientação.
Duas palavras, e a mais importante é a segunda. Orar sem cessar não quer dizer viver de joelhos: quer dizer manter a linha aberta o dia inteiro, falando com Deus no trabalho, no ônibus e na fila.
O próprio Jesus nos ensinou a orar, e deixou um modelo:
Repare na ordem do Pai Nosso: primeiro o nome, o Reino e a vontade de Deus; só depois o pão, o perdão e o livramento. Jesus ensinou a começar por Ele, não por nós.
Ore com regularidade, com fé e com sinceridade. Não é preciso palavra bonita — é preciso ser verdadeiro.
O cristão não foi feito para viver sozinho. A Bíblia nos encoraja a não abandonar o hábito de nos reunir com outros cristãos.
Repare em “como é costume de alguns”. Já no primeiro século havia gente sumindo aos poucos. E é sempre aos poucos: ninguém abandona a fé num domingo. Vai faltando, vai achando motivo, e um dia não volta mais.
Participar ativamente da vida da Igreja — dos cultos, dos grupos de oração, dos ministérios — é essencial para o crescimento espiritual. É na comunidade que nos fortalecemos, nos encorajamos uns aos outros e colocamos o amor cristão em prática.
E note qual é o sinal que Jesus escolheu para identificar os seus. Não foi o conhecimento, nem a frequência, nem o tempo de igreja. Foi o amor entre eles.
Outro hábito fundamental é a prática da generosidade. A Bíblia nos ensina a honrar a Deus com as nossas posses, separando o dízimo — a décima parte da nossa renda — e fazendo ofertas conforme nos dispusermos no coração.
É o único lugar da Bíblia em que Deus convida a ser posto à prova. Ele próprio assume o risco da promessa.
Repare que o dízimo tem medida e a oferta tem coração. E note o que o texto rejeita: dar com tristeza, e dar por pressão. Deus não está atrás do valor — está atrás do gesto de quem confia.
A generosidade é ato de fé e de gratidão a Deus por tudo o que Ele tem dado. Além disso, liberta do amor ao dinheiro e abre espaço para Deus agir nas nossas finanças.
Uma das marcas do cristão é compartilhar a sua fé com outras pessoas. Jesus nos chamou a sermos suas testemunhas.
Repare na ordem geográfica: começa em Jerusalém, onde eles estavam. O testemunho começa em casa, no trabalho, na rua onde você mora — e só depois alcança os confins da terra.
E note também de onde vem a capacidade: “vocês receberão poder”. A coragem de falar não é traço de personalidade; é dom do Espírito Santo.
O evangelismo começa com o testemunho de vida — a forma como você vive, como trata as pessoas e como demonstra o amor de Cristo no dia a dia. Depois disso, as palavras têm peso. Antes disso, não têm.
Busque oportunidades para compartilhar o que Deus fez na sua vida.
Ler um capítulo por dia. Orar cinco minutos por dia. Não faltar a nenhum encontro da igreja. Separar o dízimo do que entrar. Contar a uma pessoa o que Deus fez por você.
O tamanho pequeno é de propósito: hábito se constrói pela repetição, não pelo tamanho.
Marque num papel os cinco, e vá riscando. No próximo encontro você vai mostrar o papel.
Que constância vale mais que intensidade. O novo convertido costuma começar com metas enormes — uma hora de oração, dez capítulos por dia — e abandona em duas semanas. Puxe para baixo o tamanho e para cima a frequência.
Se ele falhou, essa é a hora mais importante da lição: mostre que retomar de onde parou é o normal da vida cristã, e não fracasso.
Em “não sei orar”. Não responda com teoria: ore ali, na frente dele, em voz alta, com frases curtas e comuns — e diga depois que era exatamente aquilo.
No Tópico 4, sempre. Dízimo é o assunto que mais fecha rosto no Discipulado, sobretudo em quem está apertado. Não constranja, não cobre e não faça conta na frente de ninguém. Ensine o princípio, diga que é entre a pessoa e Deus, e siga. Se você transformar esse tópico em cobrança, perde o discípulo — e o que o texto pede é confiança, não pressão.
O discípulo entende os cinco hábitos e conseguiu praticar ao menos três na semana. Não exija os cinco de primeira.
Termine orando em duplas, com pedidos curtos. Para muitos será a primeira vez que oram em voz alta diante de alguém, e a dupla assusta bem menos que o círculo.
No Tópico 4, nunca peça testemunho de dízimo em turma. Vira comparação.