Lição 06 · Discipulado 1
Quem fundou a Igreja, para que ela existe, e qual é o seu lugar dentro dela.
A Igreja não é invenção humana. Ela foi fundada pelo próprio Jesus Cristo.
Repare em duas palavras. “Minha”: a Igreja pertence a Cristo, não a um homem, não a uma diretoria, não a uma família. E “não prevalecerão”: é promessa de que ela não vai acabar, por mais que o inferno tente.
A Igreja é o corpo de Cristo na terra, e é através dela que Ele continua a sua obra de salvação e de transformação do mundo. Corpo é a única imagem em que a parte separada do todo simplesmente morre.
A Igreja é mais do que um prédio ou uma instituição religiosa. Ela é uma família: um conjunto de pessoas que creem em Jesus Cristo e vivem em comunhão umas com as outras.
O templo da Rua Ito Alves é o lugar onde a igreja se reúne; a igreja é quem se reúne ali.
Dentro dessa família, nos amamos, nos ajudamos, nos corrigimos com amor e crescemos juntos na fé. E ninguém na Igreja é mais importante do que o outro — todos somos membros do mesmo corpo.
Repare também que ninguém escolhe irmão: eles vêm junto com o pai. Por isso a igreja tem gente de quem você não teria se aproximado sozinho — e isso é de propósito.
A Igreja existe para cumprir cinco propósitos principais:
Adoração — glorificar a Deus. Comunhão — viver em comunidade com outros cristãos. Discipulado — crescer no conhecimento de Deus. Ministério — servir uns aos outros. Evangelismo — alcançar os perdidos com o evangelho.
Uma igreja que só faz um deles fica torta. Só adoração vira emoção sem raiz; só ensino vira sala de aula; só evangelismo vira porta giratória, com gente entrando e saindo sem ser cuidada.
Note para que servem os líderes, segundo o versículo: não para fazerem o trabalho no lugar do povo, mas para aperfeiçoar os santos para o desempenho do seu serviço. Cada membro tem papel a cumprir nesses cinco propósitos.
A Bíblia é clara sobre a importância de os cristãos se reunirem regularmente.
Repare no verbo do versículo 24: cuidemos de nos animar. Dá trabalho, é intencional, não acontece sozinho. Congregar não é só ocupar a cadeira: é reparar em quem está do lado.
Reunir-se nos cultos, nos grupos de oração e nos estudos bíblicos fortalece a nossa fé, nos mantém firmes e nos ajuda a suportar as dificuldades da vida. A comunidade cristã é apoio fundamental para o crescimento espiritual.
E aqui isso acontece em dois lugares, como no primeiro século: no templo, onde você é ensinado junto com muitos, e nas casas, no PGA, onde você é conhecido por alguns. Você precisa dos dois, e um não substitui o outro.
Cada cristão é dotado pelo Espírito Santo com dons espirituais para servir à Igreja.
Três vezes o texto diz “diversos” e três vezes diz “o mesmo”. A diferença entre os membros não é defeito da igreja: é o projeto dela.
E repare no fim: a manifestação do Espírito é concedida a cada um. Não existe cristão sem dom, e não existe dom dado para a pessoa guardar — o que você recebeu chegou endereçado aos outros.
Ninguém deve ser apenas espectador na vida da Igreja. Descobrir os seus dons e usá-los a serviço do corpo de Cristo é parte essencial da vida cristã. Talvez você ainda não saiba qual é o seu, e isso é normal: dom se descobre servindo, não pensando a respeito.
Pergunte ao seu líder ou ao seu pastor como você pode se envolver nos ministérios da igreja.
O PGA é na quarta-feira, 19h30, na casa de um irmão. Peça ao seu líder o endereço do grupo mais perto de você.
E faça uma pergunta ao seu líder: onde eu poderia começar a servir nesta igreja?
Você vai contar no próximo encontro como foi a visita e o que ele respondeu.
Que pertencer é diferente de frequentar. A meta não é informação sobre a Igreja: é o discípulo sair com um PGA marcado e uma conversa iniciada sobre onde servir.
A segunda pergunta mede integração melhor que qualquer outra. Se a resposta for “nenhuma”, essa é a lição que precisa resolver isso — e o trabalho é seu, não dele.
Em quem já se machucou dentro de uma igreja. Não minimize e não saia defendendo a instituição. Ouça, reconheça que aconteceu, e mostre que o corpo é de Cristo, não do irmão que o feriu.
No Tópico 5, com quem acha que não sabe fazer nada. Não responda com teoria sobre dons: aponte uma coisa concreta que você já viu a pessoa fazer bem.
O discípulo foi a um PGA, ou tem um marcado com endereço e dia. Sem isso, a Lição 7 vai falar de batismo para quem ainda não pertence a lugar nenhum.
Leve a lista dos PGA com endereço e nome do líder de cada um. Sem isso, a tarefa da semana morre na boa intenção.