Lição 05 · Sermão da Montanha
Entender que a oração não é uma fórmula mágica de repetição, mas um relacionamento onde priorizamos a vontade de Deus, dependemos dEle para o sustento e praticamos o perdão.
Se você tivesse apenas 1 minuto para falar com o Presidente ou um Rei muito poderoso e pudesse pedir qualquer coisa, o que você pediria? E como você falaria? (Com medo? Com respeito?).
Jesus ensina que orar não é convencer Deus pelo cansaço ('vãs repetições'). Ele nos dá um modelo, um esqueleto para nossas orações. O 'Pai Nosso' é dividido em duas partes: a primeira foca em Deus (Seu Nome, Seu Reino, Sua Vontade) e a segunda foca em nós (Pão, Perdão e Proteção). Perceba a ordem: primeiro os interesses de Deus, depois as nossas necessidades. É uma oração de alinhamento, não apenas de pedidos.
A · Mateus 6:9-10
Jesus começa nos dando o direito de chamar Deus de 'Abba' (Pai), o que indica intimidade, mas logo em seguida diz 'Santificado seja o teu nome', que indica reverência extrema. Pedir 'venha o teu Reino' significa dizer 'que o meu reino pessoal desapareça para que o Teu prevaleça'.
B · Mateus 6:11
O pedido é pelo pão 'de cada dia' (ou de hoje). Não é o pão para o ano todo, nem para estocar. Isso nos ensina a dependência diária. Deus quer que voltemos amanhã para conversar com Ele de novo.
C · Mateus 6:12, 14-15
Esta é a parte mais perigosa da oração. Pedimos a Deus que use a nossa régua: 'perdoa... assim como nós perdoamos'. Se não perdoamos quem nos ofendeu, estamos pedindo para Deus não nos perdoar também. Mágoa travada é oração travada.
D · Mateus 6:13
Reconhecemos nossa fraqueza. Quem acha que é forte, cai. Pedir para não cair em tentação é um ato de humildade, admitindo que sozinhos não conseguimos vencer o mal. A oração termina reconhecendo que o poder e a glória são dEle, não nossos.